Nosso sistema financeiro tem, basicamente, dois tipos de moedas: a escritural e a fiduciária. Entender esses dois tipos pode ajudar a compreender um pouco mais do nosso sistema financeiro e os elementos que dele fazem parte. Vamos explicar o que é uma moeda escritural e como ela funciona no nosso mercado financeiro.

O que é moeda escritural?

O dinheiro ou moeda escritural é o dinheiro disponível nas contas correntes de famílias e empresas. Também é chamado de moeda bancária. É um lançamento contábil simples feito por uma instituição financeira (geralmente um banco). O dinheiro escritural é, portanto, intangível, diferentemente do dinheiro fiduciário (notas e moedas).

No entanto, pode ser convertido em liquidez a qualquer momento. Se um agente econômico (família ou empresa) faz o contrário e deposita dinheiro em sua conta bancária, o dinheiro é convertido em moeda virtual para aparecer em sua conta.

A moeda bancária na prática

O dinheiro depositado em uma conta corrente em um banco pode ser usado a qualquer momento para efetuar pagamentos. Para isso, o banco fornece às famílias e empresas vários meios de pagamento, sendo os principais: cartão de crédito, cheque, transferência bancária ou dinheiro eletrônico.

O dinheiro escritural pode então circular entre agentes econômicos. Nos países desenvolvidos, são usados em uma grande porcentagem de transações. Nos países do terceiro mundo, o dinheiro escritural é usado muito pouco. Os pagamentos são feitos em dinheiro fiduciário, apesar disso estar mudando rapidamente.

Para que o dinheiro escritural seja usado como meio de pagamento, os agentes econômicos devem ter confiança no sistema financeiro. Se não for esse o caso, haverá acumulação e o dinheiro disponível na conta será convertido em dinheiro fiduciário.

Moeda escritural

A moeda escritural não é como a moeda impressa, mas é um tipo de moeda necessário para nosso mercado financeiro. (Foto: The Diplomat in Spain)

Como é emitida a moeda escritural?

Quando um agente econômico faz um depósito em uma conta corrente, ele se torna dinheiro escritural. Esse dinheiro é usado como recurso pelo banco para oferecer crédito a seus outros clientes. Uma nova linha contábil aparece na conta do mutuário. Esse novo dinheiro fictício pode ser usado e, portanto, injetado na economia real.

O dinheiro desse crédito gerará renda para os produtores de bens e serviços que, por sua vez, podem depositar esse dinheiro em sua conta corrente. Créditos fazem depósitos futuros. É um recurso adicional para o banco, que tem a possibilidade de conceder novos empréstimos. Isso é chamado multiplicador de crédito. Esse fenômeno contribui para a criação de dinheiro.

Banco Central e a moeda escritural

O banco central desempenha um papel fundamental nesse mecanismo de criação de dinheiro. Pode influenciar o nível de crédito concedido pelos bancos, alterando suas taxas principais, que incluem a taxa de refinanciamento. Essa é a taxa pela qual os bancos comerciais podem emprestar do banco central. Esses recursos permitem que os bancos comerciais concedam novos empréstimos a agentes econômicos e, assim, participem da criação de dinheiro escritural.

Dinheiro escritural como agregado monetário

O dinheiro das escrituras é usado para calcular o nível de suprimento de dinheiro. Adicionando dinheiro das escrituras e moeda em circulação, obtemos o agregado monetário M1. Isso inclui dinheiro em sua forma mais líquida. Deve-se notar que quase 90% do suprimento de dinheiro é dinheiro das escrituras.

Os bancos centrais e comerciais gerenciam essa massa de dinheiro eletrônico por meio de programas de computador. Esses programas registram os movimentos do dinheiro das escrituras entre agentes econômicos.

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